DIABETES EM GATOS

gato gordo

Em 2012 foi altamente discutido no Congresso Internacional de Endocrinologia Veterinária (ABEV) um método que revolucionou o tratamento da diabetes felina. Uma das maiores autoridades em Diabetes Mellitus em gatos, M.V Jacquie Rand, apresentou sua forma de tratamento. Basicamente, através do controle glicêmico estrito e mudanças na alimentação e utilização de insulina glargina, consegue-se normalizar os níveis glicêmicos e reverter a dependência de insulina em 80% dos casos.

A maior dificuldade é prescrever a dieta, já que encontrar alimentos com baixos teores de carboidratos (recomenda-se um teor menor que 6%) é difícil e também a necessidade de controle glicêmico estrito, acompanhado semanalmente. Os gatos tem o hábito de estar sempre comendo quando a comida está a sua disposição, por isso, é importante que seja administrada a quantidade exata de alimento para o gato diabético.

Muitos gatos preferem mordiscar, comer diversas vezes pequenas "porções" (algo na faixa de 5-11 vezes) todos os dias ao invés de serem alimentados com refeições distintas. A rotina usual de alimentação (ex. comida sempre disponível (à vontade), refeições/alimentos frescos dados duas ou três vezes ao dia) deve ser mantida quando começar a estabilizar um gato diabético.

A exceção são gatos obesos. Estes gatos devem receber uma dieta específica para controle de peso (dietas com alto teor de fibras) e alimentados de acordo com um regime rigoroso até alcançarem seu peso corporal ideal/alvo. Em alguns gatos, a perda de peso pode reduzir drasticamente ou mesmo eliminar a necessidade de tratamento com insulina ("remissão clínica diabética").