Esporotricose. Já ouviram falar?

 Recentemente, surgiram diversas notícias sobre a doença, pois de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade do Rio de Janeiro está enfrentando uma epidemia de esporotricose.

Lua antes do tratamento

Lua antes do tratamento.

 

A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix schenckii e é uma micose que pode afetar animais e humanos. Esta micose aumentou em 400% no número de animais diagnosticados em 2016. Os gatos são os mais atingidos, mas não se sabe por que os felinos são tão suscetíveis ao problema.

 Como o fungo está constantemente em ambientes abertos, principalmente no solo, a esporotricose pode ser transmitida através de ferimentos já abertos que tenham contato com algum material contaminado, como farpas de madeira ou espinhos de plantas. Outra forma de contaminação é através do contato com animais contaminados, gatos em sua maioria, através de mordeduras, arranhaduras ou resultante da manipulação dessas feridas que contenham grande quantidade de fungos.

A qualquer suspeita de esporotricose, o paciente deverá se consultar com um dermatologista para que ele te diagnostique corretamente. O diagnóstico é feito, primeiramente, a partir da análise dos sintomas que a doença apresenta e, após isso, materiais biológicos que a ferida produz, como o pus e a escarificação, são examinados. A doença tem cura e, em 10% dos casos, ela acontece de forma natural. Porém, para casos mais graves, o tratamento é longo e leva em torno de 3 a 6 meses, podendo chegar até 1 ano.

 Esta doença TEM tratamento e o diagnóstico pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias e, no caso de humanos, com dermatologistas. NÃO abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar do seu animal, sem correr risco de contágio.

Existem atendimentos de baixo custo e alguns gratuitos.

Lua após o tratamento.

 

Vários medicamentos podem ser utilizados no tratamento, como o medicamento mais aconselhável pelos especialistas é o itraconazol.

 

Vale ressaltar que a pessoa NUNCA deve se automedicar ou aplicar medicamentos em seus animais sem antes consultar um médico ou médico veterinário.