O ATUAL CENÁRIO DO ABANDONO NO BRASIL

Para muitas pessoas, os animais são apenas para segurança e serviços. Já para outras, animais são muito mais que simples companhias. Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE instituto aponta que 44,3% dos domicílios do Brasil possuem pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios possuem pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades domiciliares. Os dados se referem a 2013.

Ao pensarmos em números de animais em casa, devemos pensar...e nas ruas?

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

A situação dos animais de rua no Brasil está cada vez mais delicada, e representa hoje um problema de saúde pública. Cães e gatos sujos, magros, famintos e doentes, muitas vezes invisíveis aos olhos da sociedade, reviram o lixo atrás de comida, transmitem doenças, vivem no relento sob o sol forte ou o frio intenso. São maltratados e rejeitados até que finalmente são recolhidos e encaminhados aos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs), onde são, na maioria das vezes, sacrificados.

Cerca de 40% dos donos de cães e gatos no Brasil não castram seus animais. Esse é um dos comportamentos do brasileiro que levam à proliferação descuidada desses animais, a seu consequente abandono, vulnerabilidade a maus-tratos e sofrimento desnecessário.

Muitas pessoas abandonam seus animais por motivos como: mudança, alergias, aumento da família (bebês), falta de tempo, entre outras justificativas. O Brasil não tem leis efetivas para defender os animais, principalmente em casos de maus-tratos e abandono. Enquanto não avançamos neste aspecto, cabe a protetores independentes e ONGs o trabalho de minimizar a questão. Muito ainda precisa ser feito, em especial a conscientização da população sobre a importância da castração e a quebra de tabus.